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O que você pensa sobre seus antepassados?

…um refletir sobre os que tiveram aqui antes de nós

Venho de uma família onde pouco foi falado sobre nossos antepassados, não sei dizer a motivação, simplesmente não se falava. Cheguei a conhecer meus Avós e Avós e minhas duas Bisavós as quais tenho pouquíssimas recordações.

Talvez sua história seja parecida com a minha ou até pode ter sido mais iluminada no sentido de darem a luz aos seus questionamentos, porém, você conheceu a história de seus antepassados? Da onde vieram, por quê vieram, que eram eles na sombra do dia e na luz da noite.

A história de nossos antepassados interferem em nossa história. Muitos de nós, de nossos pais repetem histórias sucessivamente. Energias de ódio, rancores, tristezas, responsabilidades, discórdias, cobranças ou compromissos selados vindos de geração em geração…

Lembre-se: tudo é energia!

Portanto, vamos nos permitir a soltar com amor no coração. A nossa mente cria nosso próprio universo, então criamos um ambiente familiar mais harmônico a partir de agora:

Oração de perdão, carinho, desapego e libertação…

“Eu liberto meus pais do sentimento de que já falharam comigo. Eu liberto meus filhos da necessidade de trazerem orgulho para mim. Que possam escrever seus próprios caminhos de acordo com seus corações, que sussurram o tempo todo em seus ouvidos.

⠀Eu liberto meu parceiro da obrigação de me completar. Não me falta nada, aprendo com todos os seres o tempo todo.

⠀Agradeço aos meus avós e antepassados que se reuniram para que hoje eu respire a vida.Libero-os das falhas do passado e dos desejos que não cumpriram, conscientes de que fizeram o melhor que puderam para resolver suas situações dentro da consciência que tinham naquele momento. Eu os honro, os amo e reconheço inocentes.

Eu me desnudo diante de seus olhos, por isso eles sabem que eu não escondo nem devo nada além de ser fiel a mim mesmo e à minha própria existência, que caminhando com a sabedoria do coração, estou ciente de que cumpro o meu projeto de vida, livre de lealdades familiares invisíveis e visíveis que possam perturbar minha Paz e Felicidade, que são minhas únicas responsabilidades.

Eu renuncio ao papel de salvador, de ser aquele que une ou cumpre as expectativas dos outros. Aprendendo através, e somente através do AMOR, eu abençoo minha essência, minha maneira de expressar, mesmo que alguém possa não me entender.


Eu entendo a mim mesmo, porque só eu vivi e experimentei minha história; porque me conheço, sei quem sou, o que eu sinto, o que eu faço e por que faço. Me respeito e me aprovo.


Eu honro a Divindade em mim e em você. Somos livres.”

Essa antiga bênção foi criada em um antigo idioma Nahuatl, falado desde o século VII na região central do México.

logo ninfa do amor

Arquearia Meditativa

por Fernando Augusto Schroeder de Paula e Souza

Arquearia, uma prática Espiritual, Profunda e Natural

O arco, a corda e a flecha são três partes de uma coisa só, assim como nós somos partes de algo maior, e hoje vou contar um pouquinho sobre arquearia meditativa. Eu Fernando sempre carreguei comigo a certeza de que não estava só, mesmo nos momentos que sozinho eu estava. Um belo dia ganhei de aniversário de 18 anos o arco e a flecha!

Minha experiência fez eu quebrar muitas flechas atirando com o arco, mas ao longo de quebrar flechas acertar o alvo ou não, eu percebi muitas coisas.

Percebi que consegui me sentir internamente o meu respirar até mesmo os meus batimentos. Percebi que poderia também sentir externamente tudo que me cercava ao mesmo tempo que minha mente estava em silencio. Eu estava focado no alvo. Conseguia perceber o vento o som das folhas e de toda a vida da natureza ao meu redor. Desse dia em diante soube que atirar com o arco e flecha não é somente puxar uma corda e soltar uma flecha.

Eu pratiquei artes marciais ao longo de minha juventude, com o tempo de arquearia fui somando as coisas, mas nem tudo são flores.

Por motivos que nem lembro deixei o arco parado por muito tempo, e acabei lotando minha mente com os problemas do dia a dia. Nesse período também já havia abandonado as artes marciais. Porém, em meu coração e mente, jamais esqueci o que havia aprendido. E, principalmente o que havia sentido com o arco e flecha.

Tiro com arco: O retorno para arquearia

Em 2019 voltei com a pratica da arquearia juntando o meu sentir e meditar, isso foi graças a uma mulher e mentora:


Foi graças a você Scharlene Luciara Amarante (Ninfa do amor). Ver você atirando pela primeira vez fez meu coração pulsar e relembrar toda a sabedoria guardada aqui no fundo de minha alma. Te ver crescendo como arqueira relembrou de mim e de como eu sou ao atirar.

F.A.S.P.S.

Aí então, conheci Scharlene e deixei ela atirar para observar.

Na primeira vez apenas disse segure assim e atire. Ver o instinto individual é importante na arquearia meditativa.
Logo na primeira vez ela demonstrou a sua própria forma de atirar.

E com o tempo fui ensinando sobre as técnicas variadas de tiro bem como concentração e focar. Mas sempre, deixei frisado, que o importante na arquearia meditativa é conhecer a si mesmo. Pois trata-se de equilíbrio interno sendo expressado no tiro externo. Assim consegui ver Scharlene e seu jeito de atirar fluir livremente. Sempre melhorando em seu próprio caminho.

Hoje estamos juntos praticando a arquearia meditativa e desenvolvendo em cada um de nós nossa conexão com a ancestralidade pessoal, bem como equilíbrio, concentração, agilidade e percepção.

O convite

Conecte-se a vida ao seu redor a si mesmo, a nobreza e pureza do arqueiro(a) interno e da arquearia meditativa.

Convidamos a todos que queiram aprender, sentir e vivenciar, venham meditar e atirar conosco na arquearia meditativa.

Agora Scharlene e eu, vamos compartilhar um pouquinho dos momentos vivenciados nessa prática para deixar um gostinho que também quero!

Os giros nas danças ritualísticas e religiosas

COMO GIRAR TE AJUDA?!!!

Hoje quero compartilhar algo que sinto: o poder do giro em minha dança e vida!!

Quando compartilhei sobre o curso de aprofundamento que fiz, contei minha experiência e percepções sobre Danza Duende, Zaar e os Giros e é sobre essa meu olhar para as danças mais consideradas ritualísticas e religiosas.

Os giros são elementos muito utilizados como forma de entrar em transe… transcender…atingir o inatingível…ou literalmente viajar.

Neste momento separei três expressões em que os giros são portas de acesso ao Divino.

UMBANDA

Buscando a referência nacional, na Umbanda a gira (ou jira) vem da palavra em quimbundo nijra, que significa “caminho”, “rota” ou “via”.

Do olhar de quem pratica, a gira é a jornada que levará a pessoa a ter o contato as entidades da Umbanda, ou seja, os giros em si são os caminho para esta experiência divina.

Do olhar de quem assiste é uma entrega, em forma de ritual dizer “Estou a serviço”, pois são as pessoas que estão ali girando no momento que são os médiuns, que em momento posterior atendem as pessoas.

Precisa de entrega, um desprender-se de si para alcançar algo Maior, neste caso, os Orixás.

BRUXAS – WICCAS – CURANDEIRAS – MULHERES DE SI

Desde sempre as mulheres rodopiam…os registros antigos são nórdicos…eslavos…celtas…gaélicos..saxões…tenho certeza que Bruxas sempre existiram em todos os lugares!!

Cada lado que se ritualiza em giro têm um significado e fica aqui uma reflexão se você vai seguir livros…registros e ensinamentos ou lembrar que estamos posicionados cada um a sua posição em hemisférios…lembrar que tudo é energia e pensar em quais sintonias que ressoam com seu Ser.

O giro…o círculo serve para abrir…fechar…transcender!

SAMA, O RITUAL DERVIXE

Prática dos dervixes rodopiantes se transformou em um ritual.

Sama significa “escuta” e é hoje uma cerimônia Sufi praticada pelos dervixes, que representa a jornada mística da evolução espiritual do homem rumo à perfeição. Os dervixes são conhecidos devido à sua célebre prática do rodopio, como forma de dhikr (lembrança de Deus). O Sama é considerado:

“um meio de liberar a energia espiritual”, ou seja, de “permitir que a parcela de luz divina que jaz adormecida no místico, desperte, unindo-se à sua semelhante, no Cosmos”.

Eles giram da esquerda para a direita para energizar os chakras e estabelecer uma conexão, ou comunhão, com o divino. Não à toda, dervixe significa “porta”, ou “passagem”.

O coração (qalb) é o centro em torno do qual os dervixes giram.


Sua purificação é parte do caminho sufi e conduz – quando o espírito triunfa sobre as tendências negativas da alma (nafs) – ao desvelamento do “olho do coração” (ayin al-qalb). Nele se desenvolve um embrião – como uma pérola em sua concha – de origem mística que dará origem ao “verdadeiro eu” do indivíduo (latifa anâiya).

Confesso que sou apaixonada pelo giros dervixes!

Abaixo, apenas um compartilhar de um momento único…afinal são sempre únicos!!

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